
Andei ouvindo o CD "Fly by night" (1975), da banda canadense Rush... A viagem começa com "Anthem"... Palavra que poucas vezes ouvi uma introdução arrasa-quarteirão como essa... Geddy Lee (baixo, teclados e vocais), Alex Lifeson (guitarras) e Neil Peart são o supra-sumo do melhor hard-rock com raízes psicodélicas que já existiram no Planeta Rock... Imagine um baixista do naipe de Lee fazendo reverberar as cordas do baixo de uma forma até então pra mim impossível... Tudo bem, não sou músico e sei que posso estar tratando de querelas como se fossem churumelas... Mas dentro daquilo que já ouvi de rock (e de música em geral) posso assegurar que Lee é um dos maiores músicos de seu instrumento... E não estou só nesse ponto de vista... O cara influenciou e continua infleunciando gerações e gerações de músicos... Lifeson vai na mesma linha e não deixa por menos... As músicas de "Fly by night" encantam pela complexidade de sons extraídos dos instrumentos manuseados pelos caras... E não à toa Lifeson também é referência para quem quiser se dar bem com as cordas seja de guitarra, violão acústico ou de aço e afins... Já Peart é um show à parte... No tempo em que o rock não parava de produzir excelentes bateristas (já naquele tempo John Bonham, do led Zeppelin, Keith Moon, do The Who, Mitch Mitchell, do The Jimi Hendrix Experience, pra ficar só nos feras) - hoje a gente quase nem sabe quem toca nessa infinitude de bandelhas gritantes - Neil Peart despontou pela sua técnica que misturava rock e jazz, além de usar uma infinidade de elementos em suas performances... "Fly by night" é um dos discos mais ricos em sonoridades que o rock já produziu ouço sempre o disco todo, até porque pra mim a coisa não funciona se ouvir uma só faixa... Depois de "Anthem", temos na seqüência "Best I Can", "Beneath, Between & Behind", "By-Tor And Snow Dog", "Fly By Night", "Making Memories", "Rivendell" (uma balada tocada no violão de aço) e "In The End"... Esse disco apresenta também a aparição de Peart como baterista... Ouça sem parar...
Escrito por pepe mattos às 20h39
[]
[envie esta mensagem]
[link]

De todas as maneiras

À Michele Brito
Fostes. Daquilo que de ti ficou – um manto invisível de tua silhueta, saudades impressas no relevo de nossa cama, um aroma inebriante de coisas fugidias – construí pontes de reminiscências que, alicerçadas na vontade de estar onde o ser amado está, me levavam na cauda de um cometa que por acaso nos céus voejava perdido.
E fui. Na viagem desesperada, em que me vi empreendendo – jurava não fazê-la, não por desvontade ou sandice de um amante a sós deixado, mas por receio de se ver assim enfeitiçado – teu corpo em meu porto se transformou, teu sorriso meu destino tinha sido, tua luz meu caminho num túnel escuro, tua vida um desejo em realidade de fato posto, teu amor razão maior de todos os meus desatinos.
Então, eis-nos unidos. Nos dias dos tempos em que nosso amor floresce, nenhuma partida rima com o início de nossa vida.
(230708)
Categoria: Poesias
Escrito por pepe mattos às 19h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Comentários recentes...
No Repiquete,
Sobre o post “Parceiros Nota Zero”, do Deputado Estadual Ruy Smith (PSB)
Esse é outro aspecto importante do político antenado: visitar os blogs e os sites locais. São o termômetro dos inconformados, dos que não se deixam enganar pela face sorridente das víboras da parceria (muleke tem razão, é porcaria mesmo!) que agora vem travestida de candidatura à prefeitura e à câmara de vereadores. Esses colocam seus filhos bem-nascidos ao pleito como se mantê-los no Poder fosse uma questão de sobrevivência. E de certo modo o é. Sobrevivência política ou a lógica burra do "é meu parente, pode votar". Enquanto enriquecem a olhos vistos, a cidade empobrece. Enquanto pagam caras mensalidades em colégios particulares, nossas crianças emburrecem nas escolas públicas. Enquanto têm os mais caros planos de saúde, amapaenses morrem em filas, leitos, assoalhos nas casas de saúde. E vamos reelegê-los. Tudo em nome da Harmonia e da Parceria. Candidatos e políticos visitem os blogs e sítios e sintam o quanto o nosso povo está indignado. Macapá não merece esses filhos desnaturados!
Sobre o post “TRE suspende divulgação de pesquisa eleitoral” (pelo Jornal do Dia)
Outro dia me fizeram crer que finalmente a imprensa marrom local tinha se dado conta e que tomaria outro rumo enquanto veículos de comunicação sérios. O JD em dois momentos típicos de quem vive sob um regime de liberdade vigiada se envolveu em questões que envolvem a liberdade de expressão e credibilidade jornalística - pra não dizer puxasaquismo puro. Primeiro puniu uma colunista só porque ela cortou-e-colou um desses textos sem pé nem cabeça que pululam na web e pronto! Uma multinacional se sentiu ofendida e o jornal mandou a coitada para o limbo - se bem que o Ratzingher já o baniu. Depois estampou em primeira página que o candidato do Goesverno arrebatou multidões num comício. Nos dois casos, temos uma mostra do quanto nossa imprensa trata profissionais e efemérides e o quanto custa estar do lado de onde sopra o Poder. Não demorou a punir no 1º caso (o lado mais fraco da questão) e nem tentou dissimular seu apoio nesse pleito que se aproxima. Pobre do povo com uma imprensa assim...
sobre o post Programas (dos candidatos a prefeito de Macapá)
Os marketeiros desses candidatos deveriam ter aulas com os pastores das igrejas pentecostais. Não há maneira mais fácil de você conseguir se eleger do que se meter a ser o enviado divino da autoridade superior - seja ela humana ou não. No caso da candidata do PT não lhe resta outra opção a não ser bradar em alto e bom som que todo o dinheiro que o Amapá conseguiu nestes últimos dois anos foi obra sua. Como administradora do estado naquele curto período não há registro de grandes e concretas realizações. Bons profissionais em determinadas áreas não dão bons administradores públicos, isso é público e notório. O PT dela parece não ser o mesmo do PT do Jenrique, mas ambos são sinônimos de incompetência e gestão pífia: nossa cidade é o exemplo mais contumaz disso. Ou alguém ainda crê em duendes a ponto de eleger alguém desse partido? Se falta sal, não sei, mas o que falta mesmo é semancol pra se utilizar de lembranças de tempos distantes pra ilustrar o futuro. Não cola mais.
Escrito por pepe mattos às 19h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Oi, Luli. Resolvi escrever um post sobre seu comentário em minha poesia “Outonal”.
Nem sei se gosto tanto quanto você de bicho manso. Muito menos de bicho brabo. Já árvores me lembram segurança, beira de rio quietude e folha seca leveza. São coisas para as quais só damos tempo quando já não nos resta mais tempo para nossas atribulações rotineiras. Pena mesmo é que essas coisas que citastes junto com as referências que as emprestei parecem fora de uso. Não há mais olhares descansados para isso. Nos emocionamos quando vemos estampadas em belas molduras, sem perceber que o melhor é apreciá-las in natura - que, pelo andar da carruagem, nossos netos podem nem sequer apreciar. E isso me assusta. Somos do tempo de corrermos livres por entre árvores, bichos mansos, beiras de rio, igarapé, cacimbas, e muitas folhas verdes e secas.
Num tempo em que não precisávamos nos preocupar com viroses, crimes e mortandade da natureza. Será esse o preço da modernidade?
Que modernidade é essa que vem a galope fazendo o passado comer poeira, atropelando o presente e aniquilando qualquer perspectiva de futuro? Vivemos sob um eterno estado de alerta onde sentar pra conversar nas frentes das casas não nos é mais possível. Puxar conversa com um estranho pode ser um convite a ser assaltado. Deixar a casa com as janelas abertas é fazermos doação involuntária para alheios. Telefone que toca pode ser um anúncio de seqüestro de parentes, amigos e conhecidos.
Tempos sombrios esses.
Costumo dizer que a poesia nos redime.
Escrito por pepe mattos às 19h26
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Hum... Época de eleição municipal... Lá vem eles com suas propagandas enganosas... Cuidado... Essa virose dura quatro anos!...
Escrito por pepe mattos às 23h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Outonal
Nas ruas da cidade
pessoas cruzam caminhos e pensamentos.
Feições apreensivas, carregadas,
esmagam as últimas folhas
que do outono restaram.
Trespassadas por pontiagudas
garras de saúvas
perdem a utilidade orgânica e decorativa
e findam murchas
na relva aquecedora dos jardins
como ilógico objeto não-reciclável.
231292
Categoria: Poesias
Escrito por pepe mattos às 14h18
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Li no site do Correa Neto que o prefeito de Macapá (é, Macapá tem um) está em conversações com a Telecom (RJ) para a implantação de banda larga por cá. Das duas, uma - ou meia. Ou esse assunto não interessa ao Governo do Estado ou o prefeito, desesperado com a sua baixa popularidade, anda atrás de algo que, mesmo que impossível a curto prazo, lhe garanta ao menos sobreviver politicamente até outubro.
Essas artimanhas - de se buscar o impossível - são típicas de almas torturadas, que, em pânico por não terem feito o dever de casa enquanto podiam, preferem brincar com a inteligência dos eleitores e se mostrarem solícitas, quando nada mais podem fazer.
Para o lugar do já teve, nada mais é desolador do que se consolar por ter sido uma das duas últimas capitais do país a ter banda larga - isso levando-se em conta de que um dia terá. Com todos os louros indo diretamente para os nossos parlamentares da bancada amapaense no Congresso Nacional.
Naquele que poderia ter sido um período de crescimento em larga escala para o Amapá, o máximo que conseguiram foi asfaltar mais uns metros da BR-156, construir o tal Lugar Bonito, fazer a Beija Flor ficar mais rica, trazer umas mineradoras pra cá - que tão dando o maior rolo -, começar a obra do novo aeroporto (alguém falou em rolo aí?), trazer uns turistas devido à exposição do nome nacionalmente no carnaval e deixá-los à míngua procurando a tal exuberância prometida nas ricas fantasias da Beija-Flor perdidos entre ruas e avenidas atrapalhando as crateras locais.
Que o próximo prefeito dê mais atenção à Cidade Jóia da Amazônia, com ou sem banda larga, mas com pelo menos um largo amor por Macapá...
Escrito por pepe mattos às 01h11
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Você tem certeza de que está em Macapá quando...
Você tem certeza de que está em Macapá quando...
...anda pelos buracos da cidade e percebe que, não mais que de repente, aquele buraco um dia foi uma rua...
A gente que mora aqui tem a certeza que o próximo prefeito vai resolver todos os problemas da cidade. Essa certeza dura extamente até o dia da posse do eleito. Feito isso, o escolhido pela população para administrar o município, se isola em seu gabinete ou simplesmente nem aparece por lá, e não dá sequer ouvidos aos munícipes, que desesperados, ou reclamam na surdina ou deixam pra lá e ficam esperando passar rápido os 4 anos e ver se o próximo prefeito é o tal Messias tão esperado. Ou será que está mais para Godot?
Sinceramente, não vejo perspectivas de melhora para a cidade no que tange a um upgrade no visual. Um colega de trabalho, vindo de Imperatriz, me disse que abandonou o Maranhão por não ter boas perspectivas por lá. Veio pra Macapá esperançoso e a encontrou em sua pior fase. E o pior de tudo, é que ele veio com um postal bonito onde um trenzinho passeava sobre um trapiche sob as majestosas águas do maravilhoso Rio Amazonas, num belo pôr de sol.
O Rio Amazonas continua lá. Já o trenzinho... E a bela praça que havia ali. o que fizeram? Pois é. Fiquei sem resposta quando ele me perguntou: Mas como é que vocês deixaram alguém acabar com aquilo? E aí? O que é que dá pra responder... Não vale resposta do tipo: olha, eu não votei nesse zebedeu...
Na prática é como se tivesse votado.
Escrito por pepe mattos às 07h32
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Passamento
Passamento

(Tom Harpel)
No chão da sala
repousa um pássaro morto
em cujo peito a saudade se aninhou.
Devoram-lhe a carne
ferozes e imperturbáveis formigas
a caminhar-lhe o corpo flácido.
Somente o silêncio
testemunha a ubiqüidade da morte
no derradeiro leito da infeliz ave.
Ah, vida veloz
que leva para as entranhas da terra
as migalhas de todos os sonhos de Ícaro.
(1992)
Categoria: Poesias
Escrito por pepe mattos às 11h12
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Polêmica da banda larga
É o assunto que mais me deprime. Primeiro porque não vejo boas perspectivas num futuro próximo. Segundo, se depender da iniciativa privada, vamos pagar até a alma para ter um benefício que todo o país tem mais em conta. Depois vem a dúvida pela qualidade do serviço que esse pessoal vai disponibilizar. Com esse papo de que temos banda larga aqui pessoas de outro lugar pensam que estamos chorando de barriga cheia. E a verdade é uma só: não há banda larga aqui!!!
Pra piorar a minha situação, comprei há uns 5 meses atrás o modem da Tim. Os zebedeus de lá não me disseram que eu tinha que morar debaixo de uma antena da operadora - se possível, no mesmo terreno da torre. Agora - eu que não sou religioso já me peguei tentando decorar no mínimo o Pai-Nosso, ficar em posição de lótus, gritar em voz alta "Sai cosarruim deste corpo que não te pertence", deixar oferendas numa encruzilhada - pra ver se consigo acessar a tal rede mundial. Outro dia, de passagem pelo comércio, entrei sem querer querendo num pontotim e disse a uma tim-atendente que eles da tim não me disseram que eu tinha que morar perto de uma tim-antena. Ela tim-riu e eu me saí de fininho...
Enquanto isso, esperemos, visto que nem os céus conspiram a meu favor, já que se tiver nublado, aí é que o tim-web não funciona mesmo...
Escrito por pepe mattos às 09h59
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Deu no Correa Neto...
O juiz de Direito Paulo Madeira e a promotora de justiça Silvia Canela, foram resgatados ontem pela manhã por um helicóptero do governo do Estado, quando se encontravam acuados no Fórum da cidade de Pedra Branca do Amapari, ameaçados por um grupo de pessoas que protestavam contra uma decisão do juiz, baseada em pedido do Ministério Público do Estado.
A decisão foi o embargo de uma obra de asfaltamento de rua, que o Ministério Público denunciou como irregular. As informações ainda não estão claras sobre o tipo de irregularidade, mas sabe-se de duas versões: uma, a de que o MPE teria visto conotação eleitoreira e uma segunda, pela qual a obra teria sido dada para uma empresa sem a necessária licitação.
Diante da decisão, um grupo de moradores se dirigiu ao Fórum e iniciou um protesto que teve pedradas e ameaças à integridade física do juiz. A Delegacia de Interior foi acionada e mandou o helicóptero com dois delegados para o resgate do juiz e da promotora, o que aconteceu, enquanto um grupo do Bope seguia por terra para o local. Dois homens foram presos.
O que aconteceu com o Juiz de Direito Paulo Madeira e a Promotora de Justiça Sílvia Canela, em Pedra Branca do Amapari, merece uma reflexão.
A notícia poderia fazer parte do anedotário de qualquer vilarejo nos rincões deste imenso país. Lembra até a famosa revolta dos moradores do Rio quando o sanitarista Oswaldo Cruz tentou vacinar os cariocas contra uma série de epidemias que assolavam a então capital federal em 1904.
Cenas desse tipo explicitam a dependência desses lugarejos às autoridades responsáveis pela administração dos municípios amapaenses mais distantes. Muitos deles, não oferecendo a menor estrutura para tal. Mais parecem-se a aldeias ou simples vilas, quando muito vilarejos.
Pessoas que na maioria das vezes não possuem a menor noção do que seja se administrar um clube de várzea, uma associação de produtores locais ou pequenas cooperativas são eleitas pelos moradores para cargos políticos relevantes. Na verdade, trata-se dum arranjo velhaco dos políticos da capital que almejam instalar futuras células de poder nos quatro cantos do estado. Escolhe-se os futuros correligionários pela sua fidelidade ao feudo e qualquer vínculo familiar – o genro de um primo distante ou coisa que o valha. Depois, lança-se a idéia nos plenários das casas legislativas, acha-se uma brecha na Constituição Federal ou Estadual (se não existe, cria-se, afinal, a maioria dos parlamentares fazem parte da base de apoio ou os da oposição vêem com olhos arregalados possibilidades eleitoreiras seja lá onde fica o tal cafundó) e então, pimba! Surge o São Fulano da Aldeia Xis ou o Rocha Preta do Anauerapucu de Dentro ou o Rego Escondido.
Condições mesmo que o tal lugar ofereça para tal, possíveis recursos naturais que mereçam ser exploradas pela comunidade local, meios de acesso, estrutura mínima para os próprios moradores terem o mínimo de educação, saúde e outras necessidades básicas para sua sobrevivência enquanto órgão da federação são deixadas para depois – claro, e, se for eleito o escolhido pelos mandões da capital.
No caso de Pedra Branca do Amapari pode-se explicar a revolta dos moradores, mas longe de mim, querer justificá-la. Provavelmente a verdade aparecerá e todos voltarão à paz. E as autoridades judiciárias talvez algum dia voltem lá, mas como turistas devidamente paramentados.
Habitantes desses rincões como esse se sentem tão abandonados pelas autoridades (seja as de lá, seja as da capital, ou de Brasília, ou do Antigo e do Novo Testamento) que qualquer benefício que se faça ali (dentro ou fora da lei), não importa: pelamordedeus, façam! O desespero é tanto que qualquer um que ali chegue querendo implantar uma área de livre comércio (como a daqui – aliás, quêde ela? como dizem os locais), uma zona franca (ei, cadê a daqui?), construir uma ponte (como aquela sobre o antigo bueiro ou aquela sobre o canal do Jandiá) ou qualquer coisa fabulosa, eles acreditam e apóiam incondicionalmente.
E enquanto isso, as impolutas autoridades municipais, que nasceram e cresceram ali, quando enriquecem às custas das crenças e dos bolsos dos conterrâneos, conhecem melhores lugares, se mandam de mala, cuia, paneiro, fogareiro e quetais e dão um fui! para a população inocente.
O resultado disso é que localidades como o município de Amapá – para ficar num exemplo – permanecem eternamente parados no tempo. A gente passa uns dez anos sem ir ali e encontra tudo do mesmo jeito. O triste disso é que o Amapá já foi cotada para ser capital do Estado e o abandono ali é latente, alem de melancólico.
Não há razão aparente para tamanha selvageria contra o juiz de direito e a promotora. Fica difícil os moradores entenderem que foram encontradas irregularidades nas obras. Mas vá dizer isso para uma população que não vê nada de concreto acontecer em suas vidas. Quando finalmente eles terão uma reivindicação atendida que visava dar fim ao inferno causado pelo poeiral, vem uns engravatados da capital e manda parar as obras.
Aí, o bicho pega!
Escrito por pepe mattos às 13h58
[]
[envie esta mensagem]
[link]

FEIOS PORÉM LINDOS
Martha Medeiros
Era um poeta maravilhoso, esse Vinicius de Moraes, mas deixou imortalizada uma frase que jamais sairia da boca de uma mulher.
Aos feios, as mulheres dão boas vindas, desde que por trás do olho que não é azul e do corpo que não é atlético haja bom humor, inteligência e sex appeal.
Nunca veremos Brad Pitt e George Clooney namorando feinhas, mas já vimos Julia Roberts casar com Lyle Lovatt, um músico que tinha o rosto decorado com crateras, e a estonteante Sharon Stone desfilar com baixinhos barrigudos até contrair matrimônio com um senhor que mais parece um boneco de cêra.
Há quem defenda a idéia de que mulheres casam com qualquer um, desde que tenha poder ou dinheiro. Poucas.
Não foi o caso de Julia Roberts nem o de Sharon Stone, ricas e poderosas por si só, e também não é o caso de muitas Lucias, Andreas, Cristinas, Danielas, Fernandas e Jussaras anônimas.
Mulheres preferem ser amadas do que invejadas. Essa história de beleza tem a ver com atração, que tem a ver com "a primeira impressão é a que fica", que tem a ver com inícios de relações.
Se a garota for um canhão, as chances de conquistar um deus são quase zero (é uma generalização, toda regra tem exceções).
Já se o garoto for feio, porém espirituoso, talentoso e autoconfiante, pode descolar o número do telefone da Marisa Monte. Lembrem-se que ela já namorou o Nando Reis, dos Titãs. Alguma coisa ele tem de lindo.
Mick Jagger é raquítico é branquela. Gerald Thomas é raquítico, branquela e usa óculos. Woody Allen é raquítico, branquela, usa óculos e está quase careca. Apesar desse quadro de horror, sei de muita mulher que não os expulsariam da sua cama.
Será que elas nunca ouviram falar em Mel Gibson , Antonio Banderas, Pedro Bial? Elas nunca ouviram falar é que beleza garanta o conteúdo.
Mulher tem faro, não se contenta com a embalagem. É bem mais comum ver uma mulher linda acompanhada de um homem aparentemente sem graça do que o contrário.
Não é (só) porque a concorrência é implacável e nos contentamos com o que sobra. É porque mulher tem raio-x: consegue olhar o que se esconde lá dentro.
Se além de um belo coração e um cérebro em atividade ele ainda for apetecível, é lucro. Pena que a recíproca raramente seja verdadeira.
Economizaríamos fortunas em cabeleireiros e academias se os homens fossem direto ao que interessa, na alma e no espírito, para os quais não adianta maquiagem
Enviei esta mensagem para algumas conhecidas minhas e algumas poucas replicaram-na e eu transcrevo aqui os seus comentários salvaguardando suas identidades (já que não fui autorizada para identificá-las), mas me arrisco a definir (até onde sei) o estado civil delas.
“(...)
Concordo plenamente com Martha Medeiros, os homens, pobrezinhos, não resistem a um corpão, bunda avantajada, pernas torneadas, seios fartos..... são uns coitados. Nós mulheres gostamos também de admirar um homem sarado, mas como Martha disse, nós temos olhos de raio X e conseguimos, felizmente, ver o que tem por trás do físico. Mas, diante da exigência masculina, que considero fútil, gastamos grande parte do salário em academias e salões de beleza. Temos que fazer a nossa parte ou então perderemos pra concorrência. Será que vocês homens acham mesmo que uma velhinha conseguirá manter essa forma física tão desejada? BELEZA EXTERIOR ACABA e como diz minha mãe:"o tempo só alisa pedras".
Grande abraço
(...)”
(casada)
Eu, não guardei. Ao contrário, tirei o livro da Martha da estante e grito aos quatro ventos poemas como este:
De cara lavada - 177
Martha Medeiros
hoje me desfiz dos meus bens vendi o sofá cujo tecido desenhei e a mesa de jantar onde fizemos planos
o quadro que fica atrás do bar rifei junto com algumas quinquilharias da época em que nos juntamos
a tevê e o aparelho de som foram adquiridos pela vizinha testemunha do quanto erramos
a cama doei para um asilo sem olhar pra trás e lembrar do que ali inventamos
aquele cinzeiro de cobre foi de brinde com os cristais e as plantas que não regamos
coube tudo num caminhão de mudança até a dor que não soubemos curar mas que um dia vamos
(casada... ou, pelo menos, era até a última vez que a vi)
Adorei Pepe! Estou precisando conhecer o super homem, quem sabe ele com sua visão raio x consegue enxergar tudo o que de mais maravilhoso trago em mim ( afinal não tenho úlcera, gastrite, figado estragado, tripa entupida, etc, acho até que nem tenho vermes (ih,ih,ih). Sou pura e linda por dentro. O problema parece está fora mesmo. E o pior nem uso maquiagem.
(solteira, como disse, até onde sei...)
VAI PRA MEU TÓPICO AH ESTAS MULHERES! NO ORKUT...
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=12590356&tid=5201965097905860836&na=4
(meu contato com ela não me permitiu saber sobre sua situação conjugal)
Abraços,
Escrito por pepe mattos às 14h17
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Li no Jornal do Dia, de hoje,,,
NOTA DE FALECIMENTO
Comunicamos o falecimento do Professor e Psicólogo WALTER DA ROCHA ARAÚJO, ocorrido no dia 04/05/08, na cidade de Maceió-Alagoas, vítima de problemas cardíacos.
O professor Walter Araújo durante muitos anos exerceu sua atividade como docente em Colégio Marista, em Recife-PE. Em seguida, veio a Macapá onde iniciou seus trabalhos como Psicólogo no Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas Alberto Lima e como Professor na UNIFAp, conseguindo por seus méritos e capacidades profissionais alcançar a posição de Vice-Reitor. Posteriormente foi transferido para o Estado de Alagoas, onde desenvolveu seus trabalhos como docente, na UNIFAl, na cadeira de Psicologia até sua aposentadoria.
O prof. Walter foi meu professor de Psicologia da Educação (acho) na UNIFAP, entre 1991 e 1995. Lembro dele pelo seu jeito calmo, seguro e inteligente de dar aula. Também lembro de uma dinâmica que ele utilizou na sala de aula fazendo ficarmos descalços e de mãos dadas e ainda de outra em que tínhamos que amontoar as cadeiras umas sobre as outras. Foi divertido e naquela época não entendia esse lance de dinâmica. Achava que era porque os professores utilizavam essas técnicas pra “encher lingüiça”. Hoje entendo que são maneiras de se “quebrar o gelo” entre pessoas num grupo, fazendo com que haja harmonia e reciprocidade entre todos.
Era um ótimo professor.
Escrito por pepe mattos às 09h37
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Poemetos Esquecidos
Poemetos esquecidos
Sujeito obscuro,
esse objeto direto,
razão maior dessa dor:
teu amor.
...
Quando o significado desse amor
anunciar-se,
meu vocabulário
será mais rico.
...
Muitas vezes
disse que não te amo.
Noutras, possuías-te.
Às vezes,
sentia falta do teu corpo.
Noutras, te esquecia.
Exceto estas,
todas as outras vezes
eras o ar que eu respirava.
...
No cesto esquecido
num canto qualquer
deixei meu coração.
No meio da noite chuvosa,
lembrastes dele.
Esperançosa, fostes buscá-lo:
A enxurrada o tinha levado.
...
No anúncio da manhã
teu sorriso disse-me:
- Bom dia!
Meu coração esquecido
desprendeu-se das rédeas da dor.
Repousa, já restabelecido,
nos braços serenos do teu amor.
FIM
Feitos todos os preparativos,
Imiscuiu-se
Mundoadentro.
Categoria: Poesias
Escrito por pepe mattos às 07h16
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Não li nenhum comentário, artigo, reportagem, post em nenhum site ou blog local sobre o show da Maria Rita, dia 01/05, no Ceta Ecotel. E não posso dizer que só eu tenha ido, porque em verdade, o show se não lotou, estava bem próximo disso.
Fui com minha namorada e minha filha do meio - a mais velha e a caçula tinham trabalho e aula no dia seguinte, respectivamente. Encontramos lá dois casais amigos e colegas de trabalho, com suas respectivas esposas. O ambiente estava bom, a iluminação adequada e o som, idem.
Já o preço, digamos que estava acima do normal, em relação aos shows que geralmente acontecem por aqui. Mas, estamos falando de Maria Rita, a herdeira, pelo menos no que diz respeito à genética, da maior cantora do Brasil, a saber, Elis Regina. É claro que essa é a minha opinião. Mas, pra quem gosta de boa música e sabe apreciar o potencial de um artista, dificilmente Elis não seria lembrada para uma lista das melhores vozes da música em qualquer parte do planeta. Bom, mas deixa eu postar algo sobre o show da Maria Rita e deixo a mãe dela pra outra ocasião.
Chegamos ali perto de 23hs. As mesas foram sendo ocupados quase que rapidamente. Tinha uma do pessoal do Yázigi perto da nossa que era do tamanho dum trem, rss.
O show começou mesmo lá por 00:20m. Apesar de ter os dois primeiros cd-dvd's da Maria Rita, e portanto já conhecer os hits do primeiro e o do segundo (aquele que a Juliele interpretou no seu cd de lançamento, que eu também já tenho), Maria Rita se concentrou mesmo no terceiro, que é carregado no samba. Deve ter sido estratégia da produção pra tentar fazer decolar o cd.
No começo, ela se mostrou tímida, e acho que depois da terceira música se desculpou por estar um pouco receosa quanto à receptividade dos amapaenses. Dito isto, ela se soltou um pouco mais e o show começou a esquentar.
A banda competentíssima acompanhou-a sem grandes firulas ou virtuosismos, deixando a intérprete bem à vontade no palco soltando a voz. Com duas trocas de figurino - a primeira uma saia tipo riponga e a segunda, um vestidinho tipo tubinho, ou sei lá o quê, mas que era bem colado ao seu enxuto corpo. Disse enxuto pra não dizer certinho. Bom, já disse. Então fica, enxuto e certinho, pronto.
Semelhanças com a mãe - a quem nunca assisti ao vivo - pipocam aqui e ali e sua voz chega mesmo a soar igual. Lembro que quando a assisti seu show na Globo, no show de lançamento de sua carreira, meu queixo quase caiu literalmente, ainda mais que naquela hora, depois do Fantástico, estava jantando e fui correndo pra sala quando ouvi a chamada pro show.
Assisti hoje "Piaf - Um hino ao amor" e não pude deixar de fazer certas comparações, principalmente quando, numa cena, Piaf aparece no camarim tendo ao fundo um retrato de Billie Holiday. Num átimo de segundo, as imagens das três intérpretes (Piaf, Billie e Elis - até porque Elis era fã de Billie) se sobrepuseram num slide imaginário e fiquei matutando que elas, no seu devido tempo, foram os ícones da música popular em seus países. E de lá pra cá, por mais que novas intérpretes se esforcem, não conseguem ofuscar a obra - e aqui, pode-se dizer sem medo de errar, a vida também - dessas três verdadeiras damas da voz em todos os tempos.
No mais, o show da Maria Rita foi aquilo que eu esperava, até porque, como eu dizia ao pessoal da minha mesa, ela nunca vai ser uma cantora tipo povão, e o meu temor era que isso fizesse a cabeça da platéia e acontecesse de se esvaziar o show antes do tempo e o pior, alguém começasse a ensaiar uns apupos e frases tipo: Quero meu dinheiro de volta. Felizmente, tudo correu bem e no término ela se deixou fotografar por umas dez pessoas da platéia em seu camarim, conforme um amigo me disse.
Mas, foi um ótimo show...
Escrito por pepe mattos às 23h05
[]
[envie esta mensagem]
[link]

|