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Blog do Pepê Mattos
 


Apagão, caos & trevas

(O grito - The Scream, 1893 - Edvard Munch)

 

Já passou da conta essa situação caótica em que a turma da Harmonia deixou a população amapaense. Nada que esse povo faça ou deixe de fazer vai ficar sem a impressão de que, quer queiram ou não, eles serão sempre os protagonistas de toda e qualquer ação.

Acredito que nenhum cidadão amapaense sequer cogitou a possibilidade de passarmos de novo por tal desmando. Nem mesmo os que não votaram nesses que estão aí. E agora? O que nos cabe fazer?

Tivesse o fornecimento de energia nas mãos de gente que entende do assunto não estaríamos nesse fundo de poço. Então é isso o que essa turma que defende a CEA com unhas e dentes quer? Que tudo continue na mesma e até piore. Não percebem que esse governo (ou qualquer governo) não tem a mínima condição de manter uma empresa deficitária, que requer grandes investimentos para, no mínimo, atender a demanda da população quanto ao consumo responsável de energia elétrica.

Como sustentar grandes empreendimentos que necessitam de energia elétrica para manterem-se funcionando a contento? Acho que depois desta nenhuma empresa vai querer vir pra cá.

Mas por que isso está acontecendo? Do ponto de vista técnico deve sair uma carrada de explicações vãs, sempre tentando-se tirar o corpo fora e empurrando a responsabilidade para outro órgão.

O que a população sabe é que, independentemente de quem venha a ser a culpa, este governo e todos os que o apóiam são os culpados, seja por incompetência, conivência ou por puro destrambelho.

Isso não diminui a culpa do chefe maior de todos que prometeu não sei quando o tal Linhão de Tucuruí para o Amapá e tudo o que se sabe é que não temos Linhão, linhinha nem linha nenhuma.

E como todos têm rabo preso com vossa imortal figura ninguém tem coragem de cobrar menos discurso e mais ação.

Enquanto isso estamos nas trevas, como bem o disse a Alcilene, em seu blog.

No final do mês lá vem a conta da CEA (acho legal quando falam CEIA) implacavelmente cobrando por algo que não ofereceu.

Ainda pedem para economizarmos energia, pode? Pode, claro, já que essa energia não pode faltar para a menina dos olhos do Waldez, a ex-Expofeira Agropecuária, atual Expofeira de Negócios.

Estão dizendo que tudo normaliza na 3ª feira. Será? Pelo andar da carruagem, acho que não.

Francamente...

 



Escrito por pepe mattos às 11h57
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Revelação

 

 

Olhar a imagem

mil vezes embrutecida

da menina correndo

das chamas que consomem-lhe a aldeia.

 

O desespero materializado

na fotografia atinge-me em cheio

e os dedos que seguram-na tremem

nas fímbrias da manhã chuvosa.



Categoria: Poesias
Escrito por pepe mattos às 23h51
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Inquietude

Escrevi este texto por volta de 2002. Não sei por qual motivo usei uma protagonista feminina, mas acho que era porque na época estava lendo um monte de autoras que iam de Lygia Fagundes Telles a Virginia Woolf, passando pelas inevitáveis Clarice Lispector, Ana Miranda, Elizabeth Bishop e Florbela Espanca.  

 

Inquietude

 

E então, me vem aquela sensação esquisita que não tem nome. Porque todas as coisas nomeadas me fogem e fica só essa que não tem nome nem hora certa para aparecer. E dá um grande vazio e uma vontade imensa de preencher este vazio com estas lágrimas invisíveis que teimam em ficar neste espaço lacrimal (deve ser assim que chamam para esta bolsa que existe entre os olhos e a membrana que os protegem). Ora, acontece que este espaço lacrimal me faz seu refém à medida em que acredito nesta maldita situação de dependência por sinal inusitada. Não só inusitada, mas absurda, surreal. Enfim, ilícita. E não há a mínima possibilidade de que estas considerações venham a diminuir o impacto causado por esta inquietação, ainda sem nome.

Também queria dizer que tudo isso é sem sentido e me deixa assim sem movimento e sem raciocinar direito. É como uma dor que penetra o corpo inteiro, comprimindo os pulmões, deixando uma acidez no estômago. Uma ferrugem se instala no paladar e as paredes bucais parecem lixa onde uma áspera língua passeia sua aquosa superfície. E em meio a tudo isso ainda conto a meu marido que quando vinha para casa aconteceu de eu dar uma carona a uma descuidada senhora, já de idade, e seu marido que parecia sofrer de problemas respiratórios. Estava um tempo meio chuvoso e numa esquina deparei com ela fazendo sinal típico de quem esperava por um táxi. Mesmo assim estacionei junto a eles. Disse-me: “Estou precisando ir lá na Marcílio Dias, entre Leopoldo Machado e Jovino Dinoá”. Como ia para aqueles lados deixei-os entrar. Não conversamos durante o trajeto o tempo todo. Ela demonstrou total domínio da situação. Parecia estar a bordo de um táxi de verdade onde fala-se o mínimo ou nada com o motorista. Verificou na bolsa a carteira porta-cédulas. Tirou uma nota de dez reais. O velho resmungou qualquer coisa e ela acalmou-o dizendo que já, já chegariam ao seu destino.

Fiquei a conjeturar se realmente ela pensava estar num táxi e achei que sim já que havia tirado até o dinheiro para pagar a “corrida”. Sorri, um tanto curiosa com o que ia ocorrendo, esquecendo por alguns momentos aquilo que me perseguia a alma e, de quebra, o corpo.

Chegando no perímetro que a senhora mencionara ela apontou para uma casa de muro branco onde havia um portão de grades vermelhas. A chuva já não mais caía forte e a tarde parecia uma casa grande de teto cinza. Os dois desceram do carro com muito cuidado e após fechar a porta com certo estrondo, a senhora perguntou-me o que eu já esperava: “Quanto custa?”. A muito custo fiz-lhe ver que não era carro de praça e que portanto não custava nada. Só então ela procurou com o olhar o taxímetro e alguma placa de táxi que desfizesse minhas argumentações. Não encontrando se desfez em desculpas e pedindo que justamente por este motivo eu aceitasse os seus dez reais. Recusei amavelmente. Despedi-me dos dois seguindo finalmente para casa trazendo como sobrecarga esta inquietação que me sai mais caro quando dela me dou conta.

 

 

 

 

 

©                  2002 Pedro Paulo Matos Ribeiro

 

 



Categoria: Conto
Escrito por pepe mattos às 23h36
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O post da Alcilene sobre o WG 2009

No blog da Alcilene Cavalcante, o Repiquete, tem um post do dia 25/10, que ta dando o maior sururu e sua caixa de comentários, como ela diz, “bombou”.

Trata-se de um post elogioso ao governador do estado, Waldez Góes, devido ao seu atual posicionamento frente aos destinos e ao presente de nosso Estado. Evidentemente que não se pode falar do presente e do futuro sem fazer referência ao passado, matéria na qual o mesmo WG parece repisar com sandálias de humildade, uma vez que é fato que se sabe que ele mesmo fazia pouco dos projetos que o ex-governador Capiberibe tinha para o Amapá, através de um certo PDSA (Plano de Desenvolvimento Sustentável do Amapá), ridicularizado por toda troupe do WG, incluindo aí, correligionários, parlamentares de apoio, e principalmente a “imprença” mantida a gordos fardos de jabá.

Num dos meus últimos posts sobre política (28/05/09) declarava um certo sensaborismo em tocar quase sempre nesse assunto, já que pouco ou nada acontecia de relevante para uma mudança na condução dos destinos do Amapá, principalmente porque a “tchurma” que manda e desmanda por cá não demonstra o menor interesse em fazer algo de concreto para a população que lhes paga casa, comida e roupa lavada. Acho que a única alegria que tive com esse post foi o brevíssimo comentário deixado pela mesma Alcilene, que me deixou muito honrado.

Ultimamente a impressão que me assola é que eu cansei de brigar com a realidade. Querer que as coisas mudem, sem fazer o mínimo necessário para que isso aconteça, é pura insensatez. Como eleitor até que faço – pouquíssimo, bem sei. Saio de casa pra votar e voto, pronto. A coisa morre aí. Daí em diante é esperar que os candidatos em quem votei vençam e façam o dever de casa. Mas o que fazer se os parlamentares em quem votei fazem parte de uma minoria relegada a mera função de bibelô de estante empoeirada? E lá se vai todo um projeto de mudança que eu entreguei nas mãos de quem eu votei. Mudança que não acontece, vira poeira na estrada do nada. Mais dois anos, nova esperança, velha estupidez.

Confesso que qualquer um que saia além de suas promessas de trazer desenvolvimento (vá lá, sustentável) para cá e realmente possa fazer isso, merece meu voto. Acho que é isso que Alcilene quer dizer.

Já não importa muito a que legenda ou a que senhor o parlamentar beije mão, desde que nosso Estado possa de uma vez por todas entrar no círculo fechado dos Estados que crescem a olhos vistos. Um Estado no qual possamos acreditar que as coisas acontecem sem a névoa dos negócios obscuros, sem a mácula do nepotismo imoral, sem a sombra de nomes famosos por falcatruas nacionais.

Não consigo acreditar que nossos políticos só acreditem na própria sobrevivência se ela estiver atrelada a alguém que um dia foi poderoso ou o seja hoje. É a mais ridícula forma de se ver realizado: através de outro, que um dia cobrará por esse serviço, custe o que custar.

Embora a maioria dos comentários deixados neste post da Alcilene sejam contrários ao que ela publicou (uns até chegam a acusá-la de ter se vendido aos Góes), uns poucos parecem concordar que essa mudança de posicionamento do WG – embora me pareça mais marqueteira do que outra coisa – mostra um certo, vamos lá, amadurecimento, ainda que contenha, em minha opinião, muito da pressão mundial em torno do desenvolvimento sustentável, como política de desenvolvimento realmente compromissada com os rumos que se quer implantar no mundo todo visando um crescimento das cidades e nações em sintonia com a preocupação com o meio-ambiente.

Por outro lado, é sempre bom ficar atento no que possa estar em jogo, sabendo-se que 2010 é um ano eleitoral e que muita água vai rolar embaixo da ponte.

De qualquer forma, deixo meu apoio à Alcilene e a qualquer um que faça algo de concreto para uma mudança ampla, geral e irrestrita na condução do destino do Amapá. Afinal, oito anos de harmonia e parcerias jogaram o Amapá e Macapá na rabeira dos índices de desenvolvimento humano e afins. Se WG quer tirar uma lasquinha e tentar uma das 2 cadeiras do Senado pra 2010 é bom que faça algo de concreto para a melhoria da condição de vida dos amapaenses. Dando uma olhada minuciosa nos comentários há sérias acusações de desvios de dinheiro público, desmandos, falcatruas, obras não realizadas e outras coisitas mais. WG vai ter que correr contra o tempo e o tempo está encurtando...

Palavra que tremi quando no final do post, pensei ter lido: “Ta liberado, pessoal. Pode votar sem medo”... Ainda bem que li direito e está lá:”Ta liberado, pessoal. Pode voltar a falar sem medo”...

Credocruz...!!!



Escrito por pepe mattos às 23h28
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Pra balançar as estruturas do meio do mundo...

 

FESTIVAL QUEBRAMAR

PRAÇA DA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

A PARTIR DAS 18 HS

Sexta, 06/11 - Degrau Norte (AP),

Fax Modem (AP)

Godzilla (AP)

Samsara Maya (AP)

Sincera (PA)

Profétika (AP)

Ultimato (RO)

Mr. Jungle (RR)

Mini Box Lunar (AP)

Linha Dura (MT)

 

Sábado, 07/11

Heloin (AP)

Intruhder (AP)

Roni Moraes (AP)

Stereovitrola (AP)

Amaurose (AP)

Delinquentes (PA)

Facas Voadoras (MT)

SPS 12 (AP)

e fechando

Ratos de Porão (SP)

 



Escrito por pepe mattos às 04h19
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Domingo é um bom dia para... Tentar atualizar este espaço antes que eu vá para o espaço...



Escrito por pepe mattos às 10h00
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Você conseguiria ficar sem?

 

Como seria um dia sem televisão ou relógio

Qua, 16 Set - 09h39

Por EFE Reportagens

 

Eles são dois dos grandes ícones de nossos tempos e conhecidos modelos do estilo de vida ocidental. Um nos ajuda a organizar nossa vida e utilizar nosso tempo; o outro, a nos manter informados e entretidos sem sairmos de casa. Mas ambos também nos trazem várias dores de cabeça, em forma de estresse, sedentarismo, sensação de urgência e certo grau de alienação, quando os utilizamos em excesso ou dependemos demais deles. Será que podemos ficar sem o tique-taque e o controle remoto?

"Não só é possível, mas também pode ser muito estimulante, já que quando deixamos de lado estes aparelhos, pelo menos por um tempo, começamos a viver de acordo com outros ritmos marcados mais pela natureza e pelo que surge de nosso mundo interior", diz a terapeuta María del Carmen Ballesteros, professora de ioga e especialista em tendências naturistas.

Não se trata de eliminá-los de nossa vida, mas de tirarmos periodicamente umas breves "férias da televisão e do relógio", para descansar e retornar renovados e mais relaxados à rotina diária. "Apenas 24 horas de desligamento bastam para descobrir que há vida além das séries e dos telejornais, e do registro permanente das horas e dos minutos", assegura a especialista.

Embora o tempo seja um dom que nos foi presenteado, para desfrutar de experiências como um minuto de amor com seu companheiro(a) ou um longo passeio por uma avenida ensolarada, nos transformamos em autênticos "escravos do relógio". Colocamos as experiências que vamos viver dentro de horários que determinam a duração e em consequência a intensidade delas. Tiramos meia hora para comer, oito horas para trabalhar, três minutos para preparar um café. Olhamos constantemente os ponteiros ou os números digitais do relógio que levamos no pulso.

"Se observarmos com quanta frequência procuramos saber em que minuto nos encontramos e quantas vezes consultamos a hora, descobriremos que o fazemos muitas mais vezes do que pensamos", diz María del Carmen.


Recuperando nossa vida.

Para escapar da escravidão do relógio, a especialista propõe avançar pouco a pouco, começando por deixar o relógio, o celular ou qualquer indício de horário durante alguns minutos a cada dia, ou inclusive por umas duas horas nos feriados. Pouco a pouco iremos ampliando o "tempo sem relógio" para uma tarde fora de casa, um encontro com amigos, ou um dia completo. Trata-se também de ignorar os relógios de igrejas, estações e outros "truques" ou tentações similares. É preciso tentar flutuar em nossa vida cotidiana, com suas obrigações e compromissos, mas dentro de um espaço não temporal, sem horários.

Que sensações vão sendo despertadas dentro de nós? Podemos nos conectar com nossa própria intuição? Tomamos consciência desse novo ritmo que vai sendo despertado em nosso interior? Somos capazes de nos deixar levar pelos ritmos interiores, por aquilo que nosso corpo pede? Aprendemos a escutar e confiar na sabedoria interior? "É preciso permitir que nosso relógio biológico marque as necessidades de cada momento e dedique a cada situação e vivência sua justa medida, e seu justo tempo", diz a especialista.

Além do relógio, também se pode prescindir da televisão. A televisão é um espaço de informação, entretenimento e companhia que muitas vezes se transforma em excesso de informação, uma companhia duvidosa para a saúde. "A experiência televisiva é um fenômeno recente, com menos de um século de existência. Nos tempos anteriores, dos quais admiramos sua sabedoria e doutrinas, não havia um fenômeno similar ao efeito sedativo mental da televisão. Existiam mais espaços de silêncio e reflexão, que propiciavam um maior desenvolvimento do conhecimento", segundo María del Carmen.

Para estarmos conscientes tanto do influxo televisivo, como das possibilidades que se abrem quando a desligamos, é preciso determinar o tempo que desejamos deixar a televisão desligada e não ligá-la durante esse lapso de tempo. Então nos observamos a nós mesmos, as sensações que afloram em nosso interior. Solidão? É uma solidão real? Insegurança, falta de comunicação, vazio. São reais e lógicas estas sensações se tomamos como referente épocas ancestrais onde a televisão estava ausente?

O passo seguinte consiste em ter alternativas criativas para aproveitar os espaços de silêncio televisivo. Trata-se de realizar uma série de atividades como ler, visitar amigos, passear, praticar um hobby, escrever uma carta, falar com um parente. Qual das duas sensações, a televisiva e a criativa ou social, se aproxima mais de nossa natureza interior? Como nos sentimos após algumas horas nas quais fomos criativos ou sociais? O que acontece após algumas horas vendo televisão? A que ou quem escutamos quando assistimos televisão? Seguimos aquilo que pensamos ou o que nos é passado através da propaganda? As respostas a estas dúvidas serão muito reveladoras.

María Jesús Ribas.
EFE – REPORTAGENS.



Escrito por pepe mattos às 11h39
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Lugar "bunito"

Uma olhada no novo lugar “bunito” de Macapá – a praça em torno da caixa d’água do Buritizal – e você já depara com a tão famosa falta de visão dos arquitetos no que diz respeito à circulação de pessoas e veículos nos espaços públicos.

Já deixei isso bem claro em outras vezes, mas parece que os arquitetos e engenheiros de tráfego que projetam e constroem nossos logradouros não tiveram ou perderam as aulas de alguma disciplina que se refira a isso.

De imediato fica perceptível o descompromisso dos gestores com a muito provável invasão de ambulantes com seus indefectíveis carrinhos – vendendo de pipoca a toda sorte de bebidas alcoólicas ou não, passando pelos onipresentes churrasquinhos de “gato” – impedindo a circulação de transeuntes pela calçada. Que fique bem claro que não sou contra a existência de ambulantes e nem contra eles permanecerem nos logradouros. Antes, pareço mais preocupado com eles do que o prefeito e seus secretários municipais.

O que leva esses senhores a não definir previamente uma área para os ambulantes nas cercanias dos espaços públicos? Pode-se argumentar que já existem as barraquinhas ou quiosques para os estabelecimentos comerciais que oferecem refeições e bebidas. É verdade, existem. Mas e os ambulantes, como ficam? Não ficam. Ou melhor, ficam tomando o espaço nas calçadas, impedindo a circulação de pessoas ou obstruindo áreas destinadas ao estacionamento de veículos. Isso poderia ser evitado se houvesse um planejamento visando a organização de pessoas e estabelecimentos comerciais em toda a extensão dos logradouros públicos.

Ontem, só havia um carrinho sobre a calçada e uns tantos outros fora dela – mas no asfalto, de uma ou de outra forma atrapalhando o estacionamento de veículos. Daqui a uns dias, aparecerão outros e mais outros.

Não é questão de tentar ser adivinho: é uma questão de percepção da realidade. É certo que ninguém simplesmente decide ser ambulante de uma hora pra outra. As variantes que levam uma pessoa a buscar uma maneira de ganhar a vida são muitas. O mais certo mesmo é que infelizmente nosso mais novo lugar “bunito” vai logo, logo ser tomado por carrinhos de ambulantes invadindo as calçadas, tudo porque não houve um planejamento por parte dos gestores públicos.

Outro grave problema que percebi ali foi a inexistência de um espaço na calçada destinada a eventos populares, tipo apresentação de manifestações culturais – marabaixo, capoeira, danças de rua, peças teatrais. Espaço pra isso existe, mas os arquitetos esqueceram desse detalhe.

E um outro ponto, que considero crucial, é a delimitação de áreas para circulação de bicicletas, skates, patinetes ou patins. Só resta aos pedestres ficar passeando com sua prole sempre de olho nesses celerados que não sabem o que é respeito, desconhecem cidadania e não tiveram pais educados que lhes ensinassem o mínimo que seja de direitos e deveres de todo ser humano. Além do mais, não vi ali a presença de guardas municipais ao menos para intimidar os mal-educados que insistem em manobrar seus “brinquedos” em meio às pessoas, podendo causar acidentes principalmente com as crianças se divertindo correndo livremente na calçada.

Não custa acrescentar que, sim, a praça é um belo lugar e tem tudo pra ser mais um cartão postal de Macapá. Contudo – e não é questão de criar caso com o prefeito até porque embora não tenha votado nele tenho percebido que ele está se empenhando para cuidar de Macapá como ela merece ser tratada – alguns pontos deveriam ser observados quanto à construção de logradouros públicos para que todos os macapaenses e os turistas que visitam nossa cidade possam circular livremente pelos espaços a eles destinados e onde os ambulantes tenham o seu próprio espaço e dele façam o devido uso, sem atrapalhar a movimentação de pessoas e veículos.



Escrito por pepe mattos às 10h20
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Sina

(Riki Blanco)

 

Eis que sou um pássaro

cativo em não sei qual

dos teus sonhos.

 

Sou um pássaro, deliro.

 

E o destino

me aprisiona

em teus desejos.



Categoria: Poesias
Escrito por pepe mattos às 07h25
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muito boa essa reflexão.

Grata!
S. M.

Aux. de Enfermagem do Trabalho

 

Grata ao Sr.Pedro pela mensagem " FANTÁSTICA!!!"

L.S., contadora

 

Obrigada

abs

A M C C D, jornalista e blogueira

 

Primeiro agradecer ao Pedro Ribeiro pela mensagem. Grata!!!
Valeu a Reflexao.
E aos amigos encaminharemos para leitura.

L.S., contadora

 

Gostei do texto pepê, é isso mesmo que devemos fazer. Vivermos a vida sem reclamarmos, pois nesse exato momento milhares de pessoas estão desencarnando em condições dolorosas, outras estão desempregadas, passando fome, sem casa p morar, tentando o suicídio, enfim, vivendo todas as mazelas que nós seres humanos criamos. Quando digo criamos é porque somos nós os personagens principais da roda da vida. Deus não é o culpado de nossos sofrimentos, nós é que não valorizamos os momentos que passamos e o que temos. Desculpe, mais, não dá pra deixar Deus fora dessa jogada, pois é o nosso sustentáculo em todas as horas. Mesmo vc não acreditando no Deus que eu creio, tenha certeza da bondade infinita dele. É por isso que te amo pois você têm mais coração que muitos religiosos de carteirinha.

M. F. B., professora

 

Esse texto me foi enviado por uma amiga da Bahia e essas são as reações que ele causou nas pessoas a quem enviei-o.

 

Cresça e divirta-se – Martha Medeiros

Tenho viajado bastante para acompanhar algumas pré-estreias do filme Divã, baseado no meu livro homônimo. Delícia de tarefa, ainda mais quando a gente gosta de verdade do trabalho realizado, e esse filme realmente ficou enxuto, delicado e emocionante. Além disso, ainda consegue me provocar. A personagem Mercedes (vivida pela incrível Lilia Cabral) está fazendo análise e leva pro consultório muitos questionamentos sobre sua vida. Até que, passado um tempo, finalmente relaxa e se dá conta de que não há outra saída a não ser conviver com suas irrealizações. Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate: Alta? Logo agora que estou me divertindo?

Eu tinha esquecido dessa parte do livro, e quando vi no filme, me pareceu tão cristalino: um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se.

Não que seja fácil. Enquanto que um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.

Dia desses recebi o e-mail de uma mulher revoltada, baixo-astral, carente de frescor, e fiquei imaginando como deve ser difícil viver sem abstração e sem ver graça na vida, enclausurada na dor. Ela não estava me xingando pessoalmente, e sim manifestando sua contrariedade em relação ao universo, apenas isso: odiava o mundo. Não a conheço, pode sofrer de depressão, ter um problema sério, sei lá. Mas há pessoas que apresentam quadro depressivo e ainda assim não perdem o humor nem que queiram: tiveram a sorte de nascer com esse refinado instinto de sobrevivência.
Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá. E então se fica ruminando, alimentando a própria "má sorte", num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?
Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.

 

 



Escrito por pepe mattos às 07h41
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Belém perdeu. Nós podemos ganhar.

 

Belém perdeu a disputa pela Copa de 2014. Mas não foi só Manaus que venceu. Ganhou a corrupção e a incompetência administrativa. Ganharam os conchavos e a política do “primeiro eu”. E a do “primeiro os meus”. Venceu o trânsito caótico e a desorganização quase cultural em todos os setores. Venceu o “ah... deixa pra amanhã”, a falta de orientação para o trabalho e a satisfação com pouco. Ganhou a mediocridade e a falta de perspectiva, que faz todos os anos centenas de jovens universitários e recém formados irem embora de Belém, disponibilizando seus cérebros para desenvolver outros estados, outros países. Ganhou a saúde desumana e a educação ineficiente. Ganharam os carros com som alto e a música ruim, travestida de manifestação popular, quando é apenas falta de acesso ou referência. Venceu a grosseria dos atendentes. A falta de “por favor” e “obrigado”. Venceram os carros parados no meio da rua, para que seus motoristas possam falar com seus amigos na calçada, esquecendo o direito dos que aguardam atrás deles. Belém perdeu. E em primeiro lugar ficou a violência, antiga conhecida dos bairros pobres e agora já na porta, entrando nas salas em “L” dos apartamentos ricos. Ganharam as ruas esburacadas, que enchem para delírio dos ratos. Venceu a falta de creches, o abandono da infância, a prostituição infantil. Venceu o trabalho escravo doméstico, sob a roupagem de adoção de meninas do interior. Ganhou a enorme diferença social, menor apenas que o tamanho das valas a céu aberto das favelas horizontais da cidade. Ganharam os políticos caricatos e espertalhões, vindos da velha política oligárquica que só ressoa ainda nos mais afastados rincões do Brasil e seus ramais. É, Belém perdeu. Mas tem perdido há muito tempo a vergonha e ganho apenas a naturalidade cínica da indiferença. Venceu o conformismo, o jeitinho “tudo bem”. Venceu a burguesia ignorante e suas crenças no direito divino de mandar e ser servida. Mas também venceram os aproveitadores disfarçados de povo, que usam a massa para obter os privilégios que nunca tiveram. Belém perdeu. E, sobretudo, ganhou a crença de que Belém é “do cacete”, que é uma ótima cidade para morar, com povo acolhedor e amigo, o “Portal da Amazônia”. Não é. É uma cidade violenta, cara, suja, desorganizada, com alto nível de falta de educação, com poucas e mal remuneradas oportunidades de emprego e onde quem não tem um plano de saúde está perdido. Uma cidade que vive muito mais de passado que de história, ébria ainda por áureos tempos da borracha que deram às elites daqui uma patética certeza de nobreza, quando, na verdade, não passa de uma oligarquia ostentadora e interiorana. Belém perdeu. E o que vai acontecer, com toda certeza, é ficarmos mais uma vez cheios do orgulho que tiramos não sei de onde e dizer aos 4 ventos que foi por causa de uma politicagem de “não sei quem”. A típica atitude de perdedor. A forma fácil que temos de enfrentar os problemas. Belém perdeu. Porém, podemos ganhar muito com essa experiência, olhando, pela primeira vez, além do pato no tucupi, do açaí e do tacacá. Temos que perceber agora, não depois, a rota descendente em que se encontra a capital e o estado como um todo. A cidade do abandono, o estado da violência rural e do desmatamento. Temos que votar melhor, pensar mais no coletivo e não no individual. Ler mais, educar mais, trabalhar mais, reclamar mais. Chega dessa postura de rechaçar críticas por pura vaidade em nome de uma história longínqua. E cada vez mais distante, pois a história é escrita pelos vencedores. Vamos mudar Belém e o Pará começando por nossas atitudes, entendendo o direito do outro como tão importante quanto o nosso, valorizando a educação e o saber como principal patrimônio e legado. Chega de ser uma ilha, quando cada cidade hoje é global. A raiz de tudo isso, de todos os problemas, somos nós. Nós é que precisamos mudar como povo. Em 2014 não vamos sediar a Copa. Mas, com certeza, como principal cidade de uma das regiões mais importantes do Planeta, poderemos começar a ganhar o mundo.

Edgar Cardoso, publicitário.

 

Meu irmão Nelson me enviou esse texto. Achei pertinente.



Escrito por pepe mattos às 16h58
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"O homem revoltado"

 

“... Desejamos que o amor dure e sabemos que ele não dura: se até mesmo, por milagre, ele tivesse que durar toda uma vida, estaria incompleto. Talvez, nesta insaciável necessidade de durar, compreenderíamos melhor o sofrimento terrestre, se o soubéssemos eterno. Parece que as grandes almas, às vezes, ficam menos apavoradas com o sofrimento do que com o fato de ele não durar. Na falta de uma felicidade inesgotável, um longo sofrimento constituiria ao menos um destino. Mas não é assim, e nossas piores torturas um dia chegarão ao fim. Certa manhã, após tanto desespero, uma irreprimível vontade de viver vai nos anunciar que tudo acabou e que o sofrimento não tem mais sentido que a felicidade.

                O desejo de posse não é mais que uma outra forma do desejo de durar; é ele que constitui o delírio impotente do amor. Nenhum ser, nem mesmo o mais amado, e que nos ama com maior paixão, jamais fica em nosso poder. Na terra cruel em que os amantes às vezes morrem separados e nascem sempre divididos, a posse total de um ser, a comunhão absoluta por toda uma vida é uma exigência impossível. O desejo de posse é a tal ponto insaciável que ele pode sobreviver ao próprio amor. Amar, então, é esterilizar a pessoa amada. O vergonhoso sofrimento do amante, a partir de agora solitário, não é tanto de não ser mais amado, mas de saber que o outro pode e deve amar ainda. Em última instância, todo homem devorado pelo desejo alucinado de durar e de possuir deseja aos seres que amou a esterilidade ou a morte.”

(Albert Camus, O homem revoltado (1951), in Romance e Revolta, Parte IV Revolta e arte, Ed. Record, 5ª ed. 2003)

 

Este trecho de O Homem Revoltado, de Camus, me fez ver com outros olhos muita coisa. E uma delas é que as coisas, as pessoas, o mundo, não podem ser do jeito que nós queremos. Foi um momento ímpar em minha vida. Um relacionamento de 14 anos indo pelo ralo e muita coisa por dizer, mas que em nenhum momento me senti disposto a dizer ou fazer qualquer coisa. Poderia dizer que eu não tinha condições, mas é uma insensatez, assim como é uma insensatez voltar a tocar nesse assunto. Mas, ele me veio à baila, quando soube que uma conhecida de minha filha passa por uma situação parecida. Contudo, é salutar adiantar que cada caso é um caso e a gente achar que já sabe tudo por termos passado por uma situação similar, não passa de uma grande incoerência.

No meu caso, essas linhas de Camus caíram como uma luva, mas longe de mim achar que só porque isso me deu uma luz naquele momento crucial quer dizer que vai resolver o problema de cada um. Nem pensar.

A coisa toda tomou uma direção totalmente insólita mais porque eu jamais esperava que num livro criticando os crimes cometidos tanto pelo autoritarismo, como pelo seu antípoda, a revolução, qualquer revolução, eu fosse encontrar palavras sinceras – um pouco duras, mas que dor não dói mais do que a dor de se fazer de conta que não se é culpado por algo? – e que puseram meus pés no chão, no tocante a mim mesmo e àquilo que eu estava cometendo com pessoas que eu dizia que amava.

Não tenho certeza de quantas vezes eu li esse trecho, mas lembro que em cada leitura as palavras como que saíam do papel e se entranhavam em cada parte de mim, e essa viagem insólita das palavras foi que ampliou a minha visão do mundo.

Claro que é uma coisa totalmente pessoal. Muitos preferem se entupir de livros de auto-ajuda e com aquelas palavras-padrão, típicas de todo alfarrábio do gênero. Não é o meu caso.

Destarte o que procuro ratificar aqui é a importância que certos textos têm em nossas vidas. Camus num curto texto disse tudo o que eu não quis ouvir da boca de ninguém. E mais uma vez ressalto a felicidade, quase que incontida, de encontrar essa passagem numa obra da qual não esperava mais do que um apaixonado ensaio sobre a violência, essa excrescência demasiadamente humana.



Escrito por pepe mattos às 11h33
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Fim sem começo

 

“Li em algum lugar ou alguém disse que ‘o tempo tem resposta pra tudo’”... Era um adeus simulado, desses que não se quer dizer ou se quer sim dizer mas não que fosse desse jeito... “E você não está triste?”... “Bem, não sei como responder porque, na verdade, nem chegamos a começar esse, esse, sei lá, esse caso...”... “É verdade...”.... Ela remexia a estante de Poesia... “Você que é poeta, já leu esse?”... “Bem, cê sabe que esse negócio de poeta é meio complicado porque eu entendo isso como um meio de ganhar a vida e, no meu caso, não ganho nada além de um ou outro olhar compadecido de conhecidos e outros nem tanto”... “Não seja modesto. Li suas poesias em alguns sites e no seu blog e acho quase todas muito, como diria, lindas mesmo”... “Bem, obrigado. Algumas gosto muito. Olha, tenho que ir”... “É, eu também. Está ficando tarde”... “Sabemos que é um adeus e...”... “Não precisava dizer isso. Já que não houve um início, não tinha razão de ter um fim, né mesmo?”... “Tá vendo? E você ainda diz que o poeta sou eu...”... “Não disse nada demais, só o que eu acho disso tudo”...”E o que você acha que poeta faz? Escreve o que acha de determinada coisa! Simples...”... “Você parece simplificar tudo!”... “Acho que não vale a pena complicar mais nada. A vida já anda tão complicada”... O atendente, sem ser solicitado, trouxe dois cafezinhos... “Obrigado”, eles disseram... “Olha, imaginei muita coisa na minha vida, mas jamais passou pela minha cabeça que terminaria um caso numa livraria. Aliás, nunca tinha entrado aqui. Estava sempre com pressa”... “É, sempre tive vontade de entrar também, mas não achava tempo”... “Bom, agora de verdade, tenho que ir”... “Olha, apesar de tudo, foi bom”... “É, concordo com você”...”Vê se não vai usar isso num romance”... “Fique tranqüila, sou poeta. O máximo que faria seriam uns versos”... “Vou acreditar em você”... “Leve o livro que me mostrou”... “Alguma sugestão?”... “Fragmentos de um inventário”... “Por quê?”... “Lembra um epitáfio”...



Categoria: Conto
Escrito por pepe mattos às 10h24
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Sabe aquela vontade de não ligar mais a televisão? De ir para um lugar onde nenhuma notícia dos nossos políticos nos deixassem enojados?

Mas, o que são os políticos a não ser a aberração por nós perpetrada? Mas, ao mesmo tempo, por onde quer que olhemos a Política não é esse bicho de sete cabeças. O que a torna lastimável é essa leva de celerados, que mal sabem ler ou escrever, e que é por nós alçada à olímpica categoria de... nossos representantes e que em vez de trabalharem pela construção de um novo país, com leis modernas e em total acordo com as transformações de nosso mundo, olha só o que eles estão fazendo com nosso dinheiro, nossa representatividade enquanto cidadãos e, principalmente, com o nosso país.  

É denúncia em cima de denúncia... Esse é o papel da imprensa responsável, coisa que por aqui não existe... Aliás, a daqui é uma coisa mesmo... Os caras levam porrada direto e não se emendam... Enquanto a mídia nacional está batendo direto no Sarney, a daqui - ainda bem que ninguém de fora lê essa excrescência - haja falar bem, apregoando em alto e bom som as suas vicissitudes, a honra que o povo amapaense sente pelo seu representante-mor e coisa e tal... É triste, mas verdadeiro...

Contudo, além dessa mídia vendida, existem os blogueiros, uma galera afinada que não se prende a notícias plantadas nos órgãos extra-oficiais de informação... Meio que na surdina, mas inteiramente interligados, prometem se organizar numa rede de ação, visando uma aproximação maior e muita, mas muita interatividade... É esperar pra ver...

 



Escrito por pepe mattos às 22h50
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Primeira Noite Fora do Eixo em Macapá

Por Karen Pimenta- palafita comunicação


Depois de sexta e sábado (12 e 13), ninguém mais vai poder reclamar de gripe na Terra do Nunca, afinal todos terão uma injeção de vitamina C. Após uma série de apresentações nas terras de seu Barack Obama, a banda paraense Vinil Laranja vai curar até gripe suína em Macapá City. Depois de se apresentarem no festival South By Southwest (SXSW), em Austin, Texas, a banda volta esquentando a “Noite Fora-do-Eixo” em Macapá, evento realizado pelo Coletivo Palafita.

A programação iniciará às 19 h, na Sede dos Escoteiros, localizada no bairro do Trem. Os ingressos custarão R$ 6. Além da Vinil, o primeiro dia da Noite Fora-do-Eixo, contará com as apresentações das bandas Godzilla, que recentemente lançou seu primeiro EP homônimo (em breve disponível para download), contendo cinco músicas; Stereovitrola (www.myspace.com/stereovitrola), que está produzindo seu segundo CD e a recente banda Fax Modem.

No segundo dia, será a vez das apresentações do cantor Roni Moraes, SPS 12 que está divulgando seu mais novo videoclipe “Recomeço”, a banda de death thrash, Marttyrium e Vinil Laranja que fará uma segunda apresentação, para fechar a noite.

Andro Baudelaire (voz, guitarra), Saul Smith (guitarra), Bruno Folha (baixo) e André Thor Moicano (bateria), vão provar e honrar seu título de banda “mais sensual de Belém”. Antes de tocar no SXSW a Vinil se apresentou no Grito Rock Cuiabá, divulgando seu primeiro CD “Unfaceless bride”, lançado em 2008, pelo selo independente “Na Records” e por onde passa, conquista mais público e críticas, com sua performance rock and roll, irreverente e carismática.


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Coletivo Palafita – Comunicação

Equipe:
Igor Reales; Jenifer Nunes; Karen Pimenta; Ricardo Almeida;
Ronaldo Filho; Sandra Borges

 

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Recebi esse email do Coletivo Palafita e replico para meus contatos...

Taí uma boa oportunidade de conferir bandas de outras paragens... Belém tem uma cena rock agitadíssima e não é de hoje... Stress, Mosaico de Ravena, Violeta Púrpura, Delinquentes, Insolência Pública, Madame Sataan, La Pupuña, Suzana Flag, Cravo Carbono... Se eu esqueci de alguma não foi intencional, apenas um lapso, ok...



Escrito por pepe mattos às 02h14
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