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Você conseguiria ficar sem?

 

Como seria um dia sem televisão ou relógio

Qua, 16 Set - 09h39

Por EFE Reportagens

 

Eles são dois dos grandes ícones de nossos tempos e conhecidos modelos do estilo de vida ocidental. Um nos ajuda a organizar nossa vida e utilizar nosso tempo; o outro, a nos manter informados e entretidos sem sairmos de casa. Mas ambos também nos trazem várias dores de cabeça, em forma de estresse, sedentarismo, sensação de urgência e certo grau de alienação, quando os utilizamos em excesso ou dependemos demais deles. Será que podemos ficar sem o tique-taque e o controle remoto?

"Não só é possível, mas também pode ser muito estimulante, já que quando deixamos de lado estes aparelhos, pelo menos por um tempo, começamos a viver de acordo com outros ritmos marcados mais pela natureza e pelo que surge de nosso mundo interior", diz a terapeuta María del Carmen Ballesteros, professora de ioga e especialista em tendências naturistas.

Não se trata de eliminá-los de nossa vida, mas de tirarmos periodicamente umas breves "férias da televisão e do relógio", para descansar e retornar renovados e mais relaxados à rotina diária. "Apenas 24 horas de desligamento bastam para descobrir que há vida além das séries e dos telejornais, e do registro permanente das horas e dos minutos", assegura a especialista.

Embora o tempo seja um dom que nos foi presenteado, para desfrutar de experiências como um minuto de amor com seu companheiro(a) ou um longo passeio por uma avenida ensolarada, nos transformamos em autênticos "escravos do relógio". Colocamos as experiências que vamos viver dentro de horários que determinam a duração e em consequência a intensidade delas. Tiramos meia hora para comer, oito horas para trabalhar, três minutos para preparar um café. Olhamos constantemente os ponteiros ou os números digitais do relógio que levamos no pulso.

"Se observarmos com quanta frequência procuramos saber em que minuto nos encontramos e quantas vezes consultamos a hora, descobriremos que o fazemos muitas mais vezes do que pensamos", diz María del Carmen.


Recuperando nossa vida.

Para escapar da escravidão do relógio, a especialista propõe avançar pouco a pouco, começando por deixar o relógio, o celular ou qualquer indício de horário durante alguns minutos a cada dia, ou inclusive por umas duas horas nos feriados. Pouco a pouco iremos ampliando o "tempo sem relógio" para uma tarde fora de casa, um encontro com amigos, ou um dia completo. Trata-se também de ignorar os relógios de igrejas, estações e outros "truques" ou tentações similares. É preciso tentar flutuar em nossa vida cotidiana, com suas obrigações e compromissos, mas dentro de um espaço não temporal, sem horários.

Que sensações vão sendo despertadas dentro de nós? Podemos nos conectar com nossa própria intuição? Tomamos consciência desse novo ritmo que vai sendo despertado em nosso interior? Somos capazes de nos deixar levar pelos ritmos interiores, por aquilo que nosso corpo pede? Aprendemos a escutar e confiar na sabedoria interior? "É preciso permitir que nosso relógio biológico marque as necessidades de cada momento e dedique a cada situação e vivência sua justa medida, e seu justo tempo", diz a especialista.

Além do relógio, também se pode prescindir da televisão. A televisão é um espaço de informação, entretenimento e companhia que muitas vezes se transforma em excesso de informação, uma companhia duvidosa para a saúde. "A experiência televisiva é um fenômeno recente, com menos de um século de existência. Nos tempos anteriores, dos quais admiramos sua sabedoria e doutrinas, não havia um fenômeno similar ao efeito sedativo mental da televisão. Existiam mais espaços de silêncio e reflexão, que propiciavam um maior desenvolvimento do conhecimento", segundo María del Carmen.

Para estarmos conscientes tanto do influxo televisivo, como das possibilidades que se abrem quando a desligamos, é preciso determinar o tempo que desejamos deixar a televisão desligada e não ligá-la durante esse lapso de tempo. Então nos observamos a nós mesmos, as sensações que afloram em nosso interior. Solidão? É uma solidão real? Insegurança, falta de comunicação, vazio. São reais e lógicas estas sensações se tomamos como referente épocas ancestrais onde a televisão estava ausente?

O passo seguinte consiste em ter alternativas criativas para aproveitar os espaços de silêncio televisivo. Trata-se de realizar uma série de atividades como ler, visitar amigos, passear, praticar um hobby, escrever uma carta, falar com um parente. Qual das duas sensações, a televisiva e a criativa ou social, se aproxima mais de nossa natureza interior? Como nos sentimos após algumas horas nas quais fomos criativos ou sociais? O que acontece após algumas horas vendo televisão? A que ou quem escutamos quando assistimos televisão? Seguimos aquilo que pensamos ou o que nos é passado através da propaganda? As respostas a estas dúvidas serão muito reveladoras.

María Jesús Ribas.
EFE – REPORTAGENS.



Escrito por pepe mattos às 11h39
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Lugar "bunito"

Uma olhada no novo lugar “bunito” de Macapá – a praça em torno da caixa d’água do Buritizal – e você já depara com a tão famosa falta de visão dos arquitetos no que diz respeito à circulação de pessoas e veículos nos espaços públicos.

Já deixei isso bem claro em outras vezes, mas parece que os arquitetos e engenheiros de tráfego que projetam e constroem nossos logradouros não tiveram ou perderam as aulas de alguma disciplina que se refira a isso.

De imediato fica perceptível o descompromisso dos gestores com a muito provável invasão de ambulantes com seus indefectíveis carrinhos – vendendo de pipoca a toda sorte de bebidas alcoólicas ou não, passando pelos onipresentes churrasquinhos de “gato” – impedindo a circulação de transeuntes pela calçada. Que fique bem claro que não sou contra a existência de ambulantes e nem contra eles permanecerem nos logradouros. Antes, pareço mais preocupado com eles do que o prefeito e seus secretários municipais.

O que leva esses senhores a não definir previamente uma área para os ambulantes nas cercanias dos espaços públicos? Pode-se argumentar que já existem as barraquinhas ou quiosques para os estabelecimentos comerciais que oferecem refeições e bebidas. É verdade, existem. Mas e os ambulantes, como ficam? Não ficam. Ou melhor, ficam tomando o espaço nas calçadas, impedindo a circulação de pessoas ou obstruindo áreas destinadas ao estacionamento de veículos. Isso poderia ser evitado se houvesse um planejamento visando a organização de pessoas e estabelecimentos comerciais em toda a extensão dos logradouros públicos.

Ontem, só havia um carrinho sobre a calçada e uns tantos outros fora dela – mas no asfalto, de uma ou de outra forma atrapalhando o estacionamento de veículos. Daqui a uns dias, aparecerão outros e mais outros.

Não é questão de tentar ser adivinho: é uma questão de percepção da realidade. É certo que ninguém simplesmente decide ser ambulante de uma hora pra outra. As variantes que levam uma pessoa a buscar uma maneira de ganhar a vida são muitas. O mais certo mesmo é que infelizmente nosso mais novo lugar “bunito” vai logo, logo ser tomado por carrinhos de ambulantes invadindo as calçadas, tudo porque não houve um planejamento por parte dos gestores públicos.

Outro grave problema que percebi ali foi a inexistência de um espaço na calçada destinada a eventos populares, tipo apresentação de manifestações culturais – marabaixo, capoeira, danças de rua, peças teatrais. Espaço pra isso existe, mas os arquitetos esqueceram desse detalhe.

E um outro ponto, que considero crucial, é a delimitação de áreas para circulação de bicicletas, skates, patinetes ou patins. Só resta aos pedestres ficar passeando com sua prole sempre de olho nesses celerados que não sabem o que é respeito, desconhecem cidadania e não tiveram pais educados que lhes ensinassem o mínimo que seja de direitos e deveres de todo ser humano. Além do mais, não vi ali a presença de guardas municipais ao menos para intimidar os mal-educados que insistem em manobrar seus “brinquedos” em meio às pessoas, podendo causar acidentes principalmente com as crianças se divertindo correndo livremente na calçada.

Não custa acrescentar que, sim, a praça é um belo lugar e tem tudo pra ser mais um cartão postal de Macapá. Contudo – e não é questão de criar caso com o prefeito até porque embora não tenha votado nele tenho percebido que ele está se empenhando para cuidar de Macapá como ela merece ser tratada – alguns pontos deveriam ser observados quanto à construção de logradouros públicos para que todos os macapaenses e os turistas que visitam nossa cidade possam circular livremente pelos espaços a eles destinados e onde os ambulantes tenham o seu próprio espaço e dele façam o devido uso, sem atrapalhar a movimentação de pessoas e veículos.



Escrito por pepe mattos às 10h20
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